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PROJETOS

Trabalhos atuais

Onde estou trabalhando, com quem, e em direção a quê.

Meus projetos atuais combinam um pouco do que já fiz anteriormente (medicina de família, educação médica, capacitação para a docência) com o que venho estudando e buscando alcançar atualmente (saúde global, engajamento de stakeholders, fortalecimento de sistemas de saúde, pesquisa de implementação e inovações em saúde digital). No Brasil, atuo como assessor na Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, e como consultor em projetos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e da Fundação Getúlio Vargas; em Angola, com o Colégio de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos de Angola; e em Moçambique, com o Departamento de Medicina Geral e Familiar da Universidade Eduardo Mondlane. Além disso, desde 2015 sou membro ativo do Centro Besrour — inicialmente sediado no Colégio de Médicos de Família do Canadá e atualmente baseado na Universidade de Oxford — que promove o desenvolvimento da Medicina de Família e da Atenção Primária no cenário internacional.

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RIO DE JANEIRO · BRASIL
Secretaria Municipal de Saúde · Núcleo de Inteligência Assistencial

No município do Rio de Janeiro, atuo como assessor da Superintendência de Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, integrando o Núcleo de Inteligência Assistencial. Esse grupo utiliza dados de prontuário eletrônico de pacientes e estatísticas vitais para criar inovações digitais que apoiem profissionais de saúde no cuidado aos pacientes e gestores locais no monitoramento do desempenho das equipes. Com o meu trabalho, busco fazer com que essas inovações ofereçam não apenas informações sobre o desempenho profissional e o acompanhamento de indicadores, mas que também sejam capazes de transformar a prática cotidiana por meio de uma abordagem educacional e formativa. Assim, procuro fazer com que essas tecnologias promovam o desenvolvimento de competências clínicas, profissionais e de trabalho em equipe.

Para viabilizar essa mudança — migrar de uma lógica tradicional centrada em indicadores e metas para uma perspectiva formativa que valoriza o potencial de cada profissional em aprimorar sua prática — conhecimentos em epidemiologia, saúde pública, clínica médica e medicina de família são fundamentais, mas não suficientes. Por isso, incorporo à minha atuação a pesquisa de métodos mistos e a pesquisa de implementação, ferramentas potentes para enfrentar as dificuldades mais estruturais da prática profissional e adaptar o desenho das inovações tecnológicas às necessidades reais dos profissionais de saúde.